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MENSAGEM AOS PADRES: UM PADRE BOM JAMAIS SOBRARÁ

Publicada em 24/09/19 as 15:35h por Dom Neri José Tondello - 50 visualizações


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 (Foto: Nazaré Fm 89,5)

Queridos padres! Hoje decidi escrever para vocês, os mais próximos e colaboradores do bispo no cuidado da porção de povo de Deus em sua paróquia, com amizade e gratidão. Um padre bom jamais sobrará. Contudo, não se preocupar com a qualidade do serviço que presta sem ter cuidado consigo mesmo é impossível garantir um ministério profícuo e feliz. Falar da vida do padre significa falar de uma vida ministerial querida, amada e abençoada por Deus, doador de toda vocação.

É verdade que em nosso tempo, a “combustão completa” atinge a muitos destes servos de Deus. Fala-se da síndrome de bornout que é nascente nas igrejas cristãs, de maneira especial na Igreja Católica. Esta síndrome, em muitos casos não se sabe de onde vem. É preciso fazer o estudo aprofundado para encontrar suas raízes: o cansaço, o desânimo, a frustração, profissionalização e “função” do ministério sacerdotal, podem ser algumas formas de origem desta crise na vida do padre.

Outras vezes sabemos que uma crise de identidade, crise da afetividade/sexualidade e a crise da vocação com a fidelidade, geram o vazio e o esgotamento das energias sacerdotais. A exaustão emocional, o cansaço físico, as relações interpessoais levam ao bom amadurecimento profissional. Não bem assimiladas, levam à sensação de término das forças físicas. A grande demanda de atividades pastorais, a falta de um tempo específico para o repouso, podem levar à falência da vida sacerdotal.

Cuidamos muito dos outros, mas pouco de nós mesmos. Outra atitude que pode gerar a síndrome de burnout é a centralização do fazer todas as coisas. Não confiar responsabilidades aos leigos e não delegar compromissos acelera o cansaço.

A falta de abertura ao irmão padre, a falta de maturidade para partilhar nossas vidas levam à busca de fugas a uma vida dupla, o que agrava muito esse quadro relacional e a busca de equilíbrio com a identidade vocacional e exercício do ministério. Tais riscos levam o padre ao isolamento e isso é perigoso.

Como as outras pessoas, também nós temos problemas, precisamos de conselhos, precisamos desabafar, nos queixar, compartilhar angústias e anseios. Conseguir canalizar as emoções negativas que as pessoas partilham para Deus a solução de todos os problemas, ajuda na nossa vida, para não carregar o impossível para nós. Buscar a maturidade pessoal e espiritual constantemente é dar sabor aos pequenos gestos deste ministério divino. Um dos fatores mais estressantes da vida religiosa é a falta de privacidade. O padre para a maioria de todos deve estar à disposição 24 horas para os outros. Uma auto cobrança o tempo todo. Não tem direitos para si. Cultivar as relações da família que o gerou faz-se importante e necessária com o vínculo primeiro de nossas vidas.

É bom dar-se conta que o padre de hoje é exigido para além do conhecimento de filosofia e teologia. Precisa entender Economia, Psicologia, Direito, Administração, Parapsicologia, Contabilidade, Medicina etc. Parece que o mundo exige de super-homens para o ministério sacerdotal. Resolver todos os problemas. Jamais se pensa em padres abandonados, isolados, depressivos e angustiados. Quando um padre não participa dos encontros do presbitério, não participa do retiro espiritual anual, com a comunidade presbiteral, quando não renova eclesialmente as promessas sacerdotais, o sinal amarelo/vermelho já se acendeu.

Cuidar de atividades físicas, repouso, diversão, lazer, e estruturar o tempo livre com atividades atrativas e prazerosas pode ajudar o padre ser feliz e realizado. Reservar o tempo para rezar, para silenciar diante do mistério que se renova todos os dias é algo preponderante para nossa vida. O melhor amigo do padre é outro padre.

Por último, peço vossa oração pelo meu apostolado. Em breve a chamado do papa Francisco vou participar da celebração do Sínodo da Amazônia, em Roma. Por mais de 20 dias estarei ausente na Diocese. Confio nas mãos de Deus e nas vossas mãos o cuidado desta querida porção de Povo de Deus. Padre Raimundo Nonato, Vigário Geral assumirá a Condução da Diocese neste tempo de graça do Sínodo da Amazônia. Agradeço a compreensão de todos. Em oração colegial na Igreja em saída em estado permanente de missão. Muito obrigado por tudo. Grande abraço.

Juína, 24 de setembro de 2019

Dom Neri José Tondello, bispo diocesano.




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