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Agosto reforça alerta para os riscos do colesterol alto e a importância dos exames preventivos

Doença silenciosa pode aumentar o risco de infarto e AVC; especialistas orientam acompanhamento médico e adoção de hábitos saudáveis.

Agosto reforça alerta para os riscos do colesterol alto e a importância dos exames preventivos
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O mês de agosto é dedicado à conscientização e ao combate ao colesterol alto, uma condição silenciosa que pode afetar a saúde cardiovascular. Como muitas vezes não apresenta sintomas, a realização de exames periódicos é uma das principais formas de identificar alterações e iniciar o acompanhamento adequado.

Foi após o pai sofrer um infarto que Érica Kwiek passou a dar mais atenção à prevenção. Durante os exames, ela descobriu que também estava com os níveis de colesterol elevados. A partir daí, buscou mudanças na rotina e iniciou tratamento. "Eu tentei mudar meus hábitos, praticar exercício físico, a questão de alimentação. O médico resolveu entrar com medicamento", contou Érica.

O colesterol é uma substância necessária ao organismo, mas, quando está em níveis inadequados, pode contribuir para o desenvolvimento de problemas cardiovasculares. De acordo com a cardiologista Rafaela Penalva, é importante conhecer o perfil lipídico de cada pessoa por meio de exames. "A gente nunca sabe quanto que tá o colesterol, o perfil lipídico de cada pessoa. É importante a gente dosar o colesterol", explicou a médica.

O colesterol é transportado no sangue por diferentes tipos de lipoproteínas. O HDL é conhecido como “colesterol bom”, enquanto o LDL é chamado de “colesterol ruim”. Em níveis elevados, o LDL pode se depositar nas paredes das artérias e contribuir para a formação de placas de gordura, aumentando o risco de complicações como infarto e acidente vascular cerebral (AVC).

As alterações podem estar relacionadas tanto a fatores genéticos quanto ao estilo de vida. Entre as causas estão a hipercolesterolemia familiar e condições como diabetes, obesidade e triglicerídeos elevados.

"A parte genética, a doença de lipidemia mais comum é a hipercolesterolemia familiar. E, da parte do estilo de vida, são as outras dislipidemias associadas a outras patologias, como diabetes, obesidade e triglicérides altos", destacou Rafaela.

Por ser uma condição que geralmente não apresenta sinais perceptíveis, muitas pessoas podem permanecer com o colesterol elevado sem saber. Uma pesquisa da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo aponta que 17% dos homens e 12% das mulheres nunca realizaram o exame para verificar os níveis de colesterol.

A dona de casa Francisca de Paula Alves descobriu a alteração durante consultas e exames de rotina. Além do acompanhamento médico, ela incorporou hábitos mais saudáveis à rotina. "Eu procuro comer comida saudável, né? Evito fritura, gordura, essas coisas. Pratico esporte", relatou Francisca.

A prevenção envolve alimentação equilibrada, prática regular de atividades físicas, controle do peso e acompanhamento dos fatores de risco. A necessidade de tratamento com medicamentos deve ser avaliada individualmente por um profissional de saúde.

A cardiologista reforça que o acompanhamento deve ser contínuo. "Procure o seu médico de confiança, porque ele vai acompanhar a sua trajetória, o seu cuidado ano após ano", orientou Rafaela.

FONTE/CRÉDITOS: Redação
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Willian Ribeiro

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Willian Ribeiro

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