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Golpistas usam páginas falsas do Desenrola Brasil para aplicar golpes em quem busca renegociar dívidas

Criminosos simulam sites oficiais, exibem dados pessoais das vítimas e prometem descontos de até 99% para cobrar taxas por Pix.

Golpistas usam páginas falsas do Desenrola Brasil para aplicar golpes em quem busca renegociar dívidas
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Golpistas estão utilizando páginas falsas relacionadas ao programa Desenrola Brasil para enganar pessoas que buscam renegociar dívidas. Os criminosos reproduzem a aparência de sites oficiais do governo e simulam atendimentos personalizados por meio de mensagens, áudios e vídeos pré-gravados.

Segundo um levantamento de uma empresa especializada em cibersegurança, mais de 60 sites falsos contendo o termo “Desenrola” já foram identificados na internet desde o lançamento do programa Novo Desenrola Brasil, em julho deste ano.

Para tornar a fraude mais convincente, as páginas apresentam informações pessoais das vítimas, como nome completo e data de nascimento, dando a impressão de que o atendimento realmente é realizado por uma plataforma governamental.

Durante a falsa negociação, os criminosos oferecem descontos de até 99% na dívida e, posteriormente, solicitam o pagamento de uma taxa por Pix para supostamente concluir o acordo.

O uso de dados pessoais vazados também contribui para esse tipo de golpe. A prática, no entanto, não é nova: criminosos costumam aproveitar a popularidade de programas e benefícios para criar ofertas falsas em nome de órgãos públicos e instituições conhecidas.

Uma das principais formas de se proteger é conferir atentamente o endereço do site. Páginas oficiais do governo utilizam o domínio gov.br. Também é importante desconfiar de links recebidos por SMS, WhatsApp ou redes sociais que prometam renegociação de dívidas.

Outro sinal de alerta são descontos muito acima do esperado acompanhados da cobrança de taxas para liberar ou concluir o acordo. O governo não cobra taxa de adesão ou de processamento para realizar a renegociação.

A recomendação é não acessar links recebidos por mensagens ou redes sociais para negociar débitos. Em caso de dúvida, o consumidor deve procurar diretamente a instituição financeira onde possui a dívida e confirmar as condições da negociação.

Caiu no golpe? Agir rapidamente é fundamental

Quem realizou um pagamento por Pix após cair em uma fraude pode solicitar ao banco a abertura do Mecanismo Especial de Devolução (MED), ferramenta criada pelo Banco Central para casos de fraude, golpe ou crime.

O procedimento permite que a instituição financeira avalie a transação e, quando identificada uma fraude, tente bloquear os valores que ainda estiverem disponíveis na cadeia de pagamentos para possibilitar a devolução.

A principal orientação, portanto, é desconfiar de ofertas muito vantajosas e verificar a informação por canais oficiais antes de fornecer dados pessoais ou realizar qualquer pagamento. Como resume o alerta, quando a oferta parece boa demais, o consumidor deve dar dois passos para trás e confirmar se ela é realmente verdadeira.

FONTE/CRÉDITOS: Redação
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Willian Ribeiro

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Willian Ribeiro

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