Beneficiários do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) que comparecerem às urnas nas Eleições 2026 poderão ter o registro da votação utilizado como comprovação de vida. A informação é confirmada pelo próprio INSS e pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
A medida faz parte do sistema utilizado pelo INSS para realizar a prova de vida de forma automática. Em vez de exigir que o beneficiário vá presencialmente a uma agência apenas para comprovar que está vivo, o Instituto cruza informações disponíveis em diferentes bases de dados do governo.
Como funciona
O comparecimento às urnas é um dos eventos que podem ser considerados pelo INSS para a prova de vida. Depois das eleições, os dados da Justiça Eleitoral podem ser consultados pelo Instituto e utilizados na atualização da situação do beneficiário.
A votação, porém, não é a única forma de comprovação. O INSS também utiliza outras informações, como acesso ao Meu INSS com selo ouro, determinados registros biométricos, atualização do CadÚnico e emissão ou renovação de documentos, entre outros dados disponíveis nas bases governamentais.
Segundo o INSS, o sistema atualmente abrange cerca de 40 milhões de beneficiários ativos, entre aposentados, pensionistas e pessoas que recebem benefícios assistenciais. Em 2024, dados eleitorais contribuíram para a atualização de aproximadamente 5 milhões de provas de vida.
Quem não votar perde o benefício?
Não. O TSE esclarece que o beneficiário que não comparecer à votação não terá o benefício bloqueado por esse motivo.
Para quem não tiver um registro eleitoral utilizado na comprovação, o INSS continuará fazendo o cruzamento com outras bases de dados. O beneficiário somente será chamado a regularizar a prova de vida caso o sistema não encontre nenhuma informação que confirme sua situação.
Quem quiser verificar se a prova de vida está regular pode consultar o serviço “Prova de Vida” no aplicativo ou site Meu INSS. A situação também pode ser consultada pela Central 135.
Atenção a golpes
O INSS também alerta que não envia mensagens por SMS, WhatsApp ou e-mail informando que o benefício será interrompido por falta de prova de vida. Beneficiários devem evitar clicar em links recebidos por mensagens e procurar informações somente pelos canais oficiais.
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