No último sábado, 14 de fevereiro, a Casa de Retiros da Diocese de Juína sediou a formação sobre a Campanha da Fraternidade 2026. O encontro reuniu cerca de 60 pessoas, entre representantes de diversas pastorais, movimentos e lideranças comunitárias, que participaram de momentos de estudo e reflexão sobre o tema deste ano.
por Redação Rádio Nazaré
O coordenador regional da campanha, Luiz Lopes, explicou que a escolha do tema “Fraternidade e Moradia” nasce da realidade concreta vivida em muitas cidades brasileiras, especialmente nas favelas, onde as condições de habitação são precárias. “O tema parte das bases, daquilo que se vive nas grandes cidades, onde muitas pessoas enfrentam moradias insalubres que comprometem a dignidade humana”, afirmou.
Segundo ele, a proposta foi apresentada pela Pastoral das Favelas e Pessoas em Situação de Rua à Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), que acolheu a sugestão para ser debatida em todo o país. Luiz lembrou ainda que esta é a terceira vez que a moradia é tema da Campanha da Fraternidade. “Já foi abordado em 1986 e 1993. Isso demonstra que continua sendo uma questão urgente na sociedade brasileira”, destacou.

O bispo diocesano de Juína, Dom Neri José Tondello, reforçou que a Campanha da Fraternidade integra a dinâmica quaresmal da Igreja no Brasil desde 1962, como instrumento de conversão e transformação social. “Cada ano a Igreja escolhe um tema que precisa ser refletido no clima de oração e compromisso, para que possamos melhorar a realidade do nosso povo”, explicou.
Dom Neri também chamou atenção para o número de pessoas em situação de rua no país e para a necessidade de ações concretas nas comunidades. “Precisamos olhar para as famílias que enfrentam dificuldades com moradia, para os imigrantes que chegam sem ter onde ficar e para os moradores de rua que vivem ao redor da rodoviária. Nosso compromisso de fé exige essa atenção”, afirmou.
A formação marcou o início das atividades da Campanha da Fraternidade 2026 na Diocese de Juína, incentivando lideranças e fiéis a transformarem a reflexão em gestos concretos de solidariedade e promoção da dignidade humana.
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