Com a chegada do período de estiagem, aumenta também o risco de incêndios e queimadas em áreas urbanas e rurais. Em Mato Grosso, o período proibitivo de uso do fogo, iniciado em 1º de julho e que seguirá até 30 de novembro, reforça a necessidade de conscientização da população para evitar práticas que podem causar grandes prejuízos ao meio ambiente, à saúde e ao patrimônio.
Em cidades arborizadas, como Juína, um dos principais problemas ocorre nos quintais e terrenos particulares. Muitas pessoas ainda utilizam o fogo para eliminar folhas secas, galhos e restos de poda, acreditando ser uma forma rápida de limpeza. No entanto, essa prática é proibida e pode fazer com que as chamas saiam do controle, atingindo áreas de vegetação, residências e colocando em risco a vida de moradores e animais.
Na zona rural, o cuidado também deve ser redobrado. Durante a seca, a vegetação perde umidade e qualquer foco de calor pode provocar incêndios de grandes proporções, capazes de destruir lavouras, pastagens, cercas, reservas florestais e comprometer a produção agrícola e pecuária.
Queimadas afetam diretamente a saúde
A fumaça produzida pelas queimadas é composta por partículas e gases que prejudicam a qualidade do ar. Crianças, idosos, gestantes e pessoas com doenças respiratórias são os mais afetados, mas toda a população pode sofrer as consequências.
Entre os principais problemas de saúde estão:
- irritação nos olhos, nariz e garganta;
- tosse e dificuldade para respirar;
- agravamento de doenças como asma, bronquite e rinite;
- aumento dos casos de infecções respiratórias;
- redução da qualidade de vida durante o período de fumaça intensa.
Além disso, a fumaça pode reduzir a visibilidade nas rodovias, aumentando o risco de acidentes.
Impactos para o meio ambiente
As queimadas provocam a destruição da vegetação nativa, eliminam habitats naturais e causam a morte de animais silvestres que não conseguem escapar do fogo.
Outro impacto importante é a degradação do solo, que perde nutrientes e fica mais vulnerável à erosão. Também há aumento da emissão de gases de efeito estufa, contribuindo para as mudanças climáticas e dificultando a recuperação das áreas atingidas.
Queimar lixo ou folhas pode sair caro
Muitas pessoas desconhecem que provocar queimadas durante o período proibitivo pode gerar consequências legais.
Quem provoca incêndios pode responder administrativa, civil e criminalmente, além de receber multas previstas na legislação ambiental. Caso o fogo cause danos a propriedades, áreas de preservação ou coloque vidas em risco, as penalidades podem ser ainda mais severas.
Mesmo queimadas realizadas dentro de terrenos particulares ou quintais podem resultar em autuação quando provocam riscos à coletividade ou danos ambientais.
O que fazer ao identificar um incêndio
Ao perceber um foco de incêndio, a recomendação é não tentar combater as chamas sozinho, principalmente quando o fogo já estiver se espalhando.
A população deve:
- acionar imediatamente o Corpo de Bombeiros pelo telefone 193;
- informar o endereço ou um ponto de referência preciso;
- manter distância da área atingida;
- retirar pessoas, crianças, idosos e animais do local, se houver risco;
- nunca utilizar água em incêndios que envolvam rede elétrica ou equipamentos energizados.
Se estiver dirigindo em locais com fumaça intensa, reduza a velocidade, mantenha os faróis acesos e, se a visibilidade estiver comprometida, procure um local seguro para estacionar.
A prevenção é responsabilidade de todos
Grande parte dos incêndios registrados durante o período de seca tem origem em ações humanas que poderiam ser evitadas. Pequenos atos de responsabilidade, como não colocar fogo em folhas secas, não descartar bitucas de cigarro em áreas de vegetação e comunicar rapidamente qualquer foco de incêndio, fazem a diferença na preservação do meio ambiente e na proteção da população.
A colaboração de cada cidadão é fundamental para reduzir os riscos de queimadas, preservar a qualidade do ar e garantir um período de estiagem mais seguro para toda a comunidade.
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