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MT levará mais de 3 anos para vacinar toda a população contra a Covid-19 caso mantenha o ritmo de vacinação atual

Publicada em 12/02/21 às 13:50h - 127 visualizações

por G1 MT


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 (Foto: MPMT/Divulgação)

Em 24 dias de vacinação, 68.450 pessoas foram vacinadas contra Covid-19 em Mato Grosso, uma média de 2,8 mil pessoas por dia. Os dados são da Rede Nacional de Dados em Saúde (RNDS), do Ministério da Saúde. Caso o estado continue seguindo essa média, precisará de 3 anos e 4 meses para imunizar os 3,5 milhões de habitantes mato-grossenses.

O estado aplicou a primeira vacina no dia 18 de janeiro. Segundo os dados da Secretaria Estadual de Saúde (SES), até essa quinta-feira (11), Mato Grosso recebeu 191.760 doses da vacina e vacinou pouco mais de 68 mil pessoas.

A meta da primeira etapa é de imunização é vacinar 125.278 pessoas dos grupos prioritários, entre eles, profissionais da saúde, indígenas e idosos com mais de 90 anos. Veja a meta de vacinação para cada grupo nesta etapa:

O deputado estadual e presidente da Comissão de Saúde da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, Lúdio Cabral (PT) se reuniu com o secretário estadual de Saúde, Gilberto Figueiredo, nessa quinta-feira (11) para discutir o assunto e cobrar mais agilidade do governo no processo de vacinação.

“Vamos levar três anos para vacinar toda a população, se for mantido o ritmo atual. Em 2009, o Brasil vacinou 80 milhões de pessoas em 90 dias contra H1N1. Olha a diferença entre o planejamento nacional feito naquela época e o que estamos vendo agora. Há outras questões que dizem respeito ao planejamento do estado para avançar no processo de vacinação”, afirmou.

O parlamentar observou também que, para imunizar as 848 mil pessoas dos grupos prioritários, Mato Grosso levaria 9 meses, no ritmo atual. Fazem parte dos grupos prioritários os trabalhadores da saúde, indígenas nas aldeias, idosos, doentes crônicos, entre outros. Lúdio destacou ainda a necessidade de rever alguns critérios de prioridade.

“Há trabalhadores da saúde que não estão na linha de frente do combate à Covid-19 e, portanto, têm risco muito baixo de exposição, sendo vacinados antes de grupos populacionais que têm problemas mais graves, como os deficientes físicos acamados que não estão institucionalizados, mas vivem com a família e deveriam ter sido vacinados prioritariamente. É um número pequeno que já poderia ter sido vacinado ao mesmo tempo em que adultos jovens sem nenhuma doença de base, mas que têm formação na saúde, estão sendo vacinados”, observou.

O deputado pretende realizar audiências periódicas com o secretário de Saúde para acompanhar o andamento da vacinação e tratar da evolução da pandemia em Mato Grosso.

Lúdio citou também a necessidade de medidas de restrição de circulação para conter o avanço da contaminação pelo coronavírus.

“Outro problema é a inexistência de medidas governamentais mais duras para reduzir circulação de pessoas, no momento que estamos vivendo da pandemia, com risco de reaceleração da taxa de contágio. Já estamos no platô da segunda onda, com média de 1,3 mil casos novos todos os dias. E se as variantes genéticas novas circularem aqui em Mato Grosso, podemos viver cenários tão graves como Manaus viveu recentemente”, alertou.




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