A comunidade católica de Juína é convidada a participar, nesta terça-feira, 11 de agosto, da Solenidade de Santa Clara, no Mosteiro São Francisco e Santa Clara. A celebração terá início às 18h e será um momento de oração, fé e convivência com as irmãs. A data marca a memória litúrgica de Santa Clara de Assis, celebrada todos os anos em 11 de agosto, dia em que a santa morreu, em 1253.
Após a missa, haverá um momento de partilha entre os participantes. Para esse momento, cada pessoa é convidada a levar um prato de salgado, contribuindo para a confraternização.
Mosteiro pede ajuda para reformas e manutenção
Além da celebração religiosa, a Solenidade deste ano também é uma oportunidade para a comunidade conhecer uma necessidade importante do Mosteiro São Francisco e Santa Clara. Com o passar dos anos, alguns espaços do Mosteiro apresentam sinais de deterioração e precisam passar por reformas e melhorias para preservar sua estrutura e garantir melhores condições para a continuidade de sua missão.
Como uma das formas de arrecadar recursos para essas melhorias, as irmãs retomaram a venda dos tradicionais Pães de Santa Clara. Os pães podem ser adquiridos no próprio Mosteiro todos os domingos e também estarão disponíveis, de forma alternada, nas paróquias de Juína. As irmãs também recebem encomendas dos Pães de Santa Clara e de bolachas, possibilitando que a comunidade contribua diretamente com a manutenção do Mosteiro.
Quem desejar colaborar por meio de doação em dinheiro também pode fazer sua contribuição pelo PIX:
CHAVE: 73375195168
Eliza Hernandez Munoz
Quem foi Santa Clara de Assis?
Nascida em Assis, na Itália, por volta de 1194, Clara pertencia a uma família nobre. Ainda jovem, decidiu abrir mão de uma vida de riqueza e seguir o caminho de Cristo na pobreza, inspirada pelo testemunho de São Francisco de Assis.
Aos 18 anos, em 1212, deixou a casa da família e consagrou-se a Deus na Porciúncula, dando início à experiência religiosa que posteriormente daria origem à Ordem de Santa Clara, conhecida como Ordem das Clarissas. Durante grande parte de sua vida, viveu no Mosteiro de São Damião, em Assis, dedicada à oração, à contemplação e à vivência da pobreza evangélica.
Santa Clara também deixou escritos importantes, entre eles sua Forma de Vida, cartas dirigidas a Santa Inês de Praga, um Testamento e uma bênção. Sua vida de fé e sua contribuição para a espiritualidade franciscana fizeram dela uma das grandes referências da Igreja.
Por que Santa Clara é padroeira da televisão?
A história de Santa Clara ganhou uma relação especial com a comunicação por causa de um episódio ocorrido durante uma noite de Natal. Doente e impossibilitada de participar da celebração na igreja, Clara permaneceu em seu quarto, no Mosteiro de São Damião. Segundo os relatos sobre sua vida, ela conseguiu ouvir à distância os cânticos e a celebração que acontecia na igreja de São Francisco e, de acordo com a tradição, também teria contemplado a celebração de maneira extraordinária.
Séculos depois, essa experiência passou a ser associada à possibilidade de acompanhar uma celebração à distância, característica que remete àquilo que a televisão possibilitaria posteriormente.
Em 21 de agosto de 1958, o Papa Pio XII proclamou oficialmente Santa Clara como Padroeira Celeste da Televisão. A Santa Sé registra o documento entre as cartas apostólicas do pontífice.
Por isso, a festa de Santa Clara possui um significado especial também para aqueles que trabalham com televisão e, de maneira mais ampla, para quem atua na missão de comunicar. Seu testemunho recorda que os meios de comunicação podem ser utilizados para aproximar pessoas, transmitir valores e levar uma mensagem de esperança e fé.
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